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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

6.200 pessoas já nos assistiram... Só falta você, né???


DUAS ÚNICAS APRESENTAÇÕES NO SESC IPIRANGA - 10 e 11 de fevereiro de 2010
“Nos Campos de Piratininga”

"Será sua última chance... Mas se não for agora te aviso novamente na próxima..."

Gênero – Comédia musical
*** 4ªf/10 e 5ªf/11 de fevereiro de 2010, às 21h ***
R$ 10,00 (inteira)
R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante)
R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Duração – 120 minutos (dividida em dois atos)
Classificação indicativa – livre

À VENDA EM TOOOOOODAS
AS UNIDADES DOS SESCs

“Nos Campos de Piratininga” é um espetáculo emocionante que se destina ao público em geral, amante ou não do futebol. Estará em cena uma parte da nossa história, construída não só por paulistas, mas por milhares de brasileiros e estrangeiros que vieram para São Paulo em busca da sua felicidade.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Bastidores de "Nos Campos de Piratininga". Matéria do PROGRAMA NOVO da TV CULTURA

Quem me enviou essa matéria, foi a Athena, filha de uma amigona minha de infância.

Achei que a matéria que os meninos da Cultura fizeram ficou
SUPER LEGAL, tendo sido bem editada e explicando TUDO que a peça tem
de bacana e IMPORTANTE.

Assistam:

CRÍTICA CAMPOS DE PIRATININGA: LUIS VITA.



Uma belíssima e carinhosa crítica foi escrita por LUIS VITA para "Nos Campos de Piratininga". Veja abaixo alguns trechos e leia a matéria completa em http://luisvita.blogspot.com/2009/10/o-que-acontece-quando-um-sambista-quer.html .

O que acontece quando um sambista quer falar dos mais de 100 anos do futebol na cidade de São Paulo? São muitos eventos, inúmeros fatos e distintas influências que tornam essa história mais que simplesmente um enredo sobre um esporte em particular... passaremos a falar de uma cultura nacional. Este é pontapé inicial que dá início à peça "Nos Campos de Piratininga".
A Vila de Piratininga ou o antigo nome da Cidade é o palco da peça escrita por Renata Pallottini e Graça Berman, com direção de Imara Reis. Uma diversão imperdível com belo figurino, momentos hilariantes, atores ótimos e versáteis em um enredo propositadamente pedagógico.

Tudo começa aparentando uma crônica sobre a cidade e seu futebol. Aos poucos vai tornar-se um passeio pela história do Brasil e a constituição de uma nação que respira um esporte nascido da elite ‘griga’ paulistana, mas que misteriosamente conquistou todos os rincões e mais isolado espaço e poluiu os desejos de sucesso de qualquer jovem deste país...
Para falar de tantos elementos o roteiro não pode referir-se apenas ao futebol. Precisamos lembrar de muitas coisas: desde o nascimento dos principais clubes paulistanos e das ligas que abrigaram o esporte até as intrigas políticas que forçaram mudanças sociais profundas. Do esporte amador importado da Inglaterra pelo inglês-brasileiro Charles Muller até o momento de comunhão das diferenças socio-culturais podemos dizer que muita água passa por debaixo da ponte – ou, melhor dizendo: muita bola tem para rolar...

Nos Campos de Piratininga fala de futebol, de cultura, de música, de política e tudo que se refere à sociedade brasileira.
Não poderia ser diferente. Como falar de são-paulinos, corinthianos e palmeirenses sem falar da imigração? Italianos, japoneses, espanhóis, portugueses e ingleses que imigraram da Europa para o Brasil e fizeram aqui sua história misturar-se com a história da sociedade brasileira.

Se os clubes, assim como as conquistas sociais, políticas e econômicas nasciam nas rodas de amigos e tornavam-se cada vez mais presente vida cotidiana da cidade de São Paulo. Entre uma conversa na barbearia e uma engraxada no sapato, os papos sobre política e futebol eram reflexo (e às vezes causa) de inúmeras transformações que hoje negligenciamos. A discrepância entre um aristocrata e um escravo, entre o operário e o patrão, entre a mulher e o homem, entre o artista e o intelectual, entre o corintiano e o palmeirense, qualquer motivo de discórdia também pode ser vista como uma possibilidade de progresso.

Se não podemos entender o futebol sem olhar um cenário mais amplo e complexo transcrito por aspectos políticos, sociais, culturais e econômicos, então assistir a peça é um momento em que um flashback de todas as diferenças e sutilezas do futebol entra em campo para mostrar o quão rebuscado é nossa cultura e o quão necessário foram esforços de inúmeros brasileiros para tornar este o país que temos e o sempre possível o futebol nosso de cada dia...

LUÍS FERNANDO VITAGLIANO
Cientista Social - São Paulo/SP